Chega ao nosso mercado brasileiro mais um manga shounen, Nura: A Ascensão do Clã das Sombras (ぬらりひょんの孫, Nurarihyon no Mago, no original).  Escrito e ilustrado por Hiroshi Shibashi, a série, que após ganhar o primeiro lugar na Golden Future Cup em 2007, foi publicada em março de 2008 a junho de 2012 na Shonen Jump, depois foi transferida em outubro de 2012 para a Jump Next!. Em agosto, a editora JBC anunciou que adquiriu os direitos de publicar Nurahyon no Mago no Brasil, e então finalmente em novembro de 2012 um exemplar caiu em minhas mãos. Ufa! Que percurso… então vamos a review! Lembrando que pode ter spoiler e opiniões próprias, bem como erros de ortografia e contradição de ideias entre outras assombrações.


Sinopse

Youkais são seres que tem uma missão: assombrar, assustar e perturbar a vida dos seres humanos. Ou ao menos é o que algumas pessoas acreditam. Um youkai mais poderoso é o responsável por coordenar as atividades dos seres “menores”, e ser uma espécie de líder para eles. Esse é o papel do Nurarihyon, o senhor dos youkais. Nos dias atuais, Rikuo Nura é uma criança filha de humanos, mas que carrega em si o sangue de seu avô, que nada mais, nada menos é o Nurarihyon. Com isso Rikuo acaba sendo somente ¼ youkai, e tem que conviver junto com seu avô em uma casa que é um verdadeiro lar para os seres de seu clã.
Com o passar do tempo, o desejo do Nurarihyon passa a ser que Rikuo seja seu sucessor, assumindo o comando do clã e se tornando o novo mestre dos youkais. No começo o garoto parece empolgado com a ideia de suceder o velhinho, mas ao perceber que as pessoas temem os seres míticos e associam ao medo, ele acaba de desistindo. Porém alguns acontecimentos acabam fazendo com que o sangue youkai de Rikuo desperte, trazendo a tona o verdadeiro mestre dos youkais que aceita o seu posto – mas com um imprevisto: ele só se transforma em ¼ do dia, como condição de seu sangue. Como Rikuo conviverá com seus poderes? Será que seu lado humano cederá ao seu dever de se tornar o Nurarihyon? E como ele conseguirá manter a sua ideologia de colaborar com o mundo youkai e humano ao mesmo tempo?
Fonte: ChuNan

Comentários 


Publicado pela JBC no mesmo formato de Bakuman ao preço de R$11,90.  De acordo com o site da editora, enquadra-se nos gêneros ação, aventura e magia.

Capas de outras editoras (respectivamente): Brasil, EUA, Japão e França
A adaptação do mangá foi razoável, de um modo geral. O título parece ter inspiração na versão americana (Nura: Rise of the Yokai Clan), com a intenção de viabilizar a obra para um público maior. Sem problemas, afinal, Nurarihyon no Mago ia virar um trava-língua de tão estranho que é de se dizer. Outra adaptações que tem incomodado os fãs é o “sinhozinho“. Isso me lembra a novela Escrava Isaura… parece coisa do interior (sem ofensa).  “Cambada” é outro termo que só me faz concluir a lógica anterior (Eita sô, esse sinhozinho e sua cambada de youkais mora na CIDADE de Tóquio, né não cumpadi?). Talvez essa impressão tenha pegado só mim, mas, claro, não vou me martirizar por isso, afinal Nura veio pro Brasil, temos mais é que comemorar.  Quanto a tradução do nome dos youkais achei uma ótima ideia, assim saberemos a que tipo de criatura estamos sendo apresentados.

A história de Nura, no primeiro volume, é lenta. Isso não é necessariamente ruim. Algumas histórias precisam de uma abertura lenta. Ouvi dizer que One Piece só empolgada a partir do nono volume. Claro, sabemos que é preciso configurar um elenco de personagens complicados e nos manter a par da história de fundo. Mas para a introdução de Nura precisa ter paciência.
Quanto ao personagem principal, sabemos que num shounen manga o herói tem que ser interessante o suficiente para continuar a ler, e eu acho que isso é um pouco problemático aqui. Nura: A Ascensão do Clã das Sombras satisfaz este critério apenas metade do tempo: numa hora o personagem principal, Rikuo, é chato, e na outra, o futuro comandante do clã Nura é uma criatura poderosa e enigmática (isso me lembra Yu-Gi-Oh!) Infelizmente eles não podem coexistir na mesma página, então a aparição da parte youkai de Rikuo é o que esperamos a maior parte do tempo na história. Apesar de tudo, existem situações que são divertidas de se ler graças aos personagens secundários.
A arte do mangáka é maravilhosa! É o tipo de traço que você reconhece quando vê em algum lugar, muito marcante. Embora ás vezes pra mim parece que alguns personagens estão vesgos, acredito que com o tempo tenda a melhorar. Erros de ortografia só encontrei um, mas nada hediondo. No interior das capas temos alguns extras e a cada fim de capítulo também. Se a série receber muitas cartas, há a possibilidade de criarem uma seção a parte, conforme noticiam na primeira página (que seria a última).

Enfim, achei esse primeiro volume bom, apesar das críticas. Estou disposta a colecionar (e ver a imagem final que forma ao juntar todas as capas). Sou suspeita pra recomendar porque gostei da série desde o primeiro contato que tive com a história (só não sou fã a ponto de saber o tipo sanguíneo dos personagens). Ler shounen é algo raro pra mim,  mas sempre existem alguns títulos que tem uma ou duas coisas atrativas. Em Nura foram os youkais. Desde que Inuyasha despertou meu vício pela cultura nipônica, sou fascinada por youkais. Não acredito que existam, assim como não acredito no Boto cor-de-rosa ou no Saci, mas é algo incrível pra mim em muitos sentidos. Então se você é do tipo que curte o folclore nipônico vale a pena dar uma chance pra obra.

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